Nas páginas deste pequeno livreto, organizei e inseri metáforas e pensamentos vomitados pela boca escancarada e ferina de um dos mais criativos gênios que a música popular brasileira já pariu em toda a sua trajetória: RAUL SEIXAS. O baiano nascido em Salvador, em 1945, ano em que o mundo praticava a última das mais horrendas guerras, a chamada era atômica que dizimou centenas de milhares de vítimas fatais, em toda a sua extensa obra poética e musical, impregnou suas sábias letras e poemas de metáforas que se tornaram eternas e seguidas à risca por uma multidão de adeptos do raulseixismo.
Metáforas que, ao longo dos anos, vêm ensinando às novas gerações que o homem é o ser único capaz de mudar as coisas e de transformar o mundo em um lugar habitável, próspero, paradisíaco e igual para todos. Imagem e semelhança de DEUS, o ser humano possui a capacidade idêntica a da Divina Providência, mas atado por velhos preconceitos morais e obedecendo cegamente ao Montro Sist e ao cartel católico, a Igreja de Roma, caminha a passos trôpegos rumo ao desfiladeiro. Manipulado, inculto e temeroso do castigo divino e do poder institucionalizado e comandado por uma casta de imbecilóides e verdugos, o povo segue manietado rumo à burrice e escravidão moderna. Pensamentos que ensinam e moldam a verdadeira tarefa a que o homem foi incumbido de projetar na Terra e espiritualmente, Raul deixou aos borbotões em suas letras e poemas e textos e em sua constante vociferação da palavra.
Verbalóide nato, de corpo e de alma, Raul vomitava metáforas por todos os poros. Eu organizei neste pequeno tomo alguns de seus pensamentos e textos recheados de metáforas e de ensinamentos para que os leigos e ainda são milhares deles, para que tenham a oportunidade de conhecerem a faceta
filosófica deste gênio esboçado, esse filho da dor, que foi capaz de erguer do próprio lodo uma canção de amor à liberdade humana. A música sempre trouxe embutido em seus acordes, letras e ritmos o verdadeiro significado da vida e a razão da existência do ser humano habitando o planeta. Alguns estilos musicais populares, criados exclusivamente para tornar o povo cada vez mais distante de sua condição de ser pensante e livre, não merecem citação e nem devem entrar neste contexto, salvo como alerta à desfaçatez e imbecilidade que representa, entretanto, a maioria dos estilos musicais de ótima extirpe poética, filosófica e rítmica, desde o início da história humana, serviram para moldar e registrar a dor e a esperança humana em uma vida mais digna, longe da escravidão, da  exploração, vomitavam a dor, a alegria, o amor e a eterna esperança de liberdade. O rock contestador, o blues que era a própria dor de um povo, alguns estilos musicais religiosos, todos os ritmos musicais retratam a história humana e são
registros históricos mais contundentes e confiáveis do que centenas de milhares de livros. Comparo a música bem estruturada à literatura. A música tem o poder de salvar vidas, de tocar a alma das pessoas e um exemplo vivo disso é a música TENTE OUTRA VEZ, composição de Raul Seixas e Paulo Coelho e Mauro Motta, gravada em 1975 no LP NOVO AEON. TENTE OUTRA VEZ, que contem uma mensagem de esperança, que é a última que morre e que um caldo quente contra a frieza do espírito em momentos de depressão e desanimo, já salvou várias pessoas do suicídio, já içou gente do abismo da desistência e levou outras pessoas ao pódio da glória, quando estas mesmas pessoas se auto-intitulavam
incapacitadas e menos produtivas. DIAMANTE DE MENDIGO, um hino à Necessidade que o ser humano tem da fortaleza que é a família, a família humana. São pensamentos que o próprio Raul deixou registrados em seus escritos, músicas e poemas para a eternidade, como se fossem alertas e salmos para que o homem, toda vez que se encontrar no fundo do abismo da alma, prestes a desistir de lutar, tenha nestes escritos metafóricos, o antídoto para curar suas dores e medos.

Raul Seixas, Vômito de Metáforas

REF: LDP65
R$5.00Preço
  • Quantidade de Páginas: 151

    Gênero: Poesia

    Nº de Edição: 2

    Ano de Publicação: 2017

    ISBN: 

    Idioma: Portugues

  • Isaac Soares de Souza nasceu na cidade de Pompéia-SP.
    Atualmente reside na cidade de São Carlos-SP, desde 1985,
    trabalhou nos principais jornais diários da cidade, nos quais escreveu por anos a fio, colunas dedicadas à Literatura e MPB.
    Escreve poesias e letras de musicas desde a mais tenra idade.
    Iniciou sua trajetória no segmento literário e biográfico em 1993,
    incentivado pelo amigo e jornalista Sérgio Ambrósio, época em que ambos trabalhavam no jornal Primeira Página. Em 2007, a banda de pop/rock HANGAR XVIII, atualmente extinta, gravou o terceiro CD de sua carreira meteórica, intitulado “ORIGINAL”, pela Gravadora Nadyr Calvi Records, e neste disco histórico a banda gravou 3 composições de Isaac em parceria com os seus integrantes. BABY BLUES (homenagem a Raul Seixas, Muddy Waters e Elvis Presley), LOBO DA ESTEPE (blues/rock) e UTOPIA, uma balada noveleira e mela-cueca.

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