Às vezes tudo começa quando menos se espera, um acaso no supermercado, no bar da esquina, um dia
de folga em que não há relógio nem obrigação nem agenda. Um encontro, um sorriso, uma música. Às
vezes tudo se anuncia desde o primeiro minuto, como se tudo tivesse sido planejado, marcado e
combinado. Com o amor as noites passam a ter melhor cheiro, melhor textura. Se tornam macias como
nuvens com um perfume suave. Passam a ter a melhor cor, a soma de todos os tons a serviço dos afetos,
da simplicidade e do desejo como se o mundo inteiro coubesse em um instante, veloz, delirante. Como
uma canção perfeita sem explicação ou exigência, sem peso ou provocação, no volume certo, no
compasso certo, no tempo certo. Todos nós desejamos encontrar o amor, não qualquer amor, o amor
possível. Desejamos alguém para realizar sonhos, dividir momentos. Alguém que nos compreenda, nos
apoie, nos guie nos momentos difíceis. Alguém que nos ame. O universo até parece conspirar para que
não seja em vão todo o tempo que passamos esperando pelo amor, em nossa busca incansável. Tanta
coisa que inventamos para chegar onde sempre queríamos chegar mas desencontros podem nos afastar
do grande amor de nossa vida. Cada escolha acaba sendo também uma renúncia. Nem sempre
conseguimos adivinhar qual o caminho da felicidade. Na tentativa de melhor enxergar os caminhos, os
olhos são inúteis. Nas paixões que vivemos, toda espera sempre foi assim, contratos feitos com o tempo.

Amores Possíveis

REF: EAP22
R$22.50Preço
  • Quantidade de Páginas: 145

    Gênero: Poesia

    Nº de Edição: 1

    Ano de Publicação: 2017

    ISBN: 978-85-67765-39-6

    Idioma: Portugues

  • Meu nome é Sergio Almeida e assino sob o pseudônimo Jardim
    como assinatura poética, nasci no Estado do Rio de Janeiro.
    Livros de poemas publicados: Filhas do Segundo Sexo, Crônicas
    do Amor Impossível, Amores Possíveis, Dois e Diários do
    Desassossego. Acredito que poeta não se faz: se nasce. Sou
    formado em Letras pela Universidade do Estado do Rio de
    Janeiro. Sou poeta, músico e videomaker, entre outras coisas
    mais ou menos parecidas que formam o leque dos meus ofícios.
    Sou poeta reincidente e insistente. No Ensino Médio começei a
    escrever poemas. Estou em dezenas de antologias de poesia.
    Não vivo sem canções desesperadas de bandas como New
    Order, The Cure, Joy Division, Echo And The Bunnymen, The
    Sisters of Mercy e The Jesus and Mary Chain. Participo de saraus
    e movimentos culturais desde 2008, sou um neurótico social
    como todo brasileiro de cidade grande. Adoro literatura, gatos e
    poemas, que se movem na penumbra e nunca se revelam
    inteiramente. Detesto questionamentos inúteis que só servem
    para encher o sac

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